Tuesday, March 31, 2009

Music

A música sempre teve um papel importante em minha vida. Eu sou o tipo de pessoa que não consegue viver sem música. É muito comum me ver usando fones de ouvido, e eu até durmo ouvindo música. Isso é algo já bastante antigo, e a maioria das pessoas que me conhecem podem confirmar isso.

Quando era pequeno, na escola, me ensinaram que a música é uma forma de arte. Antes disso, me ensinaram que a arte é um meio de expressar os sentimentos humanos. Unindo um ensinamento ao outro, pode-se concluir que a música é uma das muitas formas de se expressar os sentimentos humanos. Isso faz muito sentido, pelo menos ao meu ver.

Ouvindo algumas músicas de hoje em dia, eu começo a duvidar do conceito que tinha formado sobre a música ser uma forma de arte. Atualmente a música está mais para um produto industrial. Algo que visa unica e exclusivamente o lucro, sendo produzido conforme o gosto do cliente, fazendo com que ele compre cada vez mais.

Não vou falar aqui sobre a pirataria e sobre como a internet afetam a chamada indústria fonográfica, venho falar sobre a música como forma de arte. Recentemente parei para prestar atenção nas letras de algumas músicas, e tudo o que posso concluir é: Não há arte nisso.

Atualmente, em São Paulo, o que está na moda é a black music, que oficialmente nem se trata de um estilo de música. São bandas de hip-hop, rappers e algumas outras variantes de estilos musicais influenciados pela cultura africana. Claro que não posso falar a mesma coisa de todos os artistas que interpretam estes estilos de música, me refiro apenas aos que são populares aqui.

As letras das músicas tratam de temas como sexo e dinheiro, e a maioria delas trata desses assuntos de um ângulo bem superficial. Algumas delas dizem coisas como "eu ganho muito dinheiro", "eu sou muito rico", "eu transo com muitas mulheres", e variantes. Não que isso tire qualquer valor artístico da música, mas quando toda a temática dela gira em torno dessas declarações, aí eu acho que tem alguma coisa errada.

Outro péssimo exemplo da decadência da indústria fonográfica é o estilo mais popular de música no Rio de Janeiro, o famigerado funk. Sinceramente, eu não sei como alguém pode sequer dizer que aquilo é música. Com algumas letras que chegam ao cúmulo de ter 10 palavras e temas idênticos e repetitivos, o funk é o maior símbolo da degradação da música, superando até o axé, que foi criado com o único propósito de servir de embalo para que as pessoas pudessem dançar. Ou pelo menos é o que parece, já que eu não conheço ninguém que sente-se em casa e coloque um axé no rádio para ouvir enquanto relaxa.

O quê aconteceu com a música como forma de arte ? Quando foi que perdemos o rumo e começamos a lidar com a música como um produto feito para lucrar em cima ?

Será que algum dia isso vai mudar ? Espero que sim.

2 comments:

Anonymous said...

Seguindo o clichê, eu bem afirmo: a esperana é a última que morre.
Sobre a qualidade das músicas, certamente é uma questão de ponto de vista... o que pode não ser bom para a gente, é bom para as outras pessoas. Enfim, mas eu concordo com tudo o que você disse. Na minha concepção, a qualidade musical vem caindo muito, pois, infelizmente, dentre muitas razões, a mídia faz questão de disseminar o "podre" para a massa. Quando que uma das melhore bandas de rock que conhecemos tocou já no Brasil? Raríssimas.
É o povo que tem certa resistência ou a forma de divulgação não é acessível? Enquanto isso acontece, a poluição sonora é contemplada...
Isso muda, isso muda ^^

Rebeca Bondioli said...

Funk não é música. Nem hip-hop. Fim.

Gostava tanto de R&B, que foi simplesmente fundido nojentamente no Black music. Argh.

O mundo tá perdido mesmo.

:3