Tuesday, September 22, 2009

Fairy tales

Alguém aí já teve suas esperanças despedaçadas? Seus sonhos esmigalhados? A realidade já e trouxe ao chão mais rápido do que você esperava e você não teve sequer tempo de pensar? Isso acontece com mais gente do que seria agradável. Ouso afirmar que acontece com todo mundo, apesar de achar que, talvez, exista alguma excessão a regra.

De qualquer forma, quando pensando sobre isso, me deparei com uma visão interessante.
Quando somos pequenos, pelo menos no geral, nossos pais(ou a mídia) nos contam histórias. Histórias de como o mundo é maravilhoso, histórias de grandes heróis, de pessoas comuns que se saíram bem na vida, histórias de princesas e cavaleiros, coisas assim.

Esse tipo de história é até bom para a fase infantil. Ter imaginação é essencial para uma infância feliz, e esse tipo de conto estimula bastante. O problema disso tudo é: Essas histórias criam expectativas. Quando se é pequeno, geralmente se sonha em ser algum tipo de herói, pessoa nobre ou encontrar o amor. Mas a vida não é bem assim.

Na adolescência geralmente as pessoas caem na real e se deparam com aquela crise interna, onde elas conhecem o que o mundo é de verdade por experimentação(que é, para muitos, o único jeito de entender como as coisas funcionam) e definem o que pretendem fazer de suas vidas. Ou pelo menos começam a trilhar algum caminho.

As expectativas da infância são esmigalhadas e os sonhos iniciais são incinerados. Mas, claro, isso depende de como sua adolescência será. Existem pessoas que nunca saíram da infância de fato. Vivem em um conto de fadas sem fim, apesar de não apresentarem os típicos indícios da Síndrome de Peter Pan.

Resumo da obra: Se, na infância, a realidade nos fosse apresentada de imediato, sem a proteção que nossos pais inconscientemente nos provem, a vida seria melhor. Ou, no mínimo, teríamos uma adolescência menos problemática.

Claro que essa é só a minha opinião, ninguém precisa levar a sério.

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