Pessoas são estranhas.
Não faz muito tempo que um amigo meu vem conversando comigo sobre como ele e nossos amigos em comum tem se distanciado de uns tempos pra cá. Fala como eles o tem deixado de lado e feito coisas sem chamá-lo, entre outros. Chegou a mencionar algo que eu achei terrível: estarem no mesmo ambiente e se acomodarem em lugares diferentes.
Não sei ao certo se ele os culpa por isso, mas eu me pergunto, quem seria culpado? Toda história tem dois lados, e não posso dizer que eu conheça ambos. Pode ser que exista um motivo pelo qual tenham procurado o cara menos. E, por consequência, aquele que se sente excluído passa a procurar as pessoas que o excluem menos e um ciclo vicioso se inicia.
Eles passam a se afastar naturalmente, muitas vezes até pensando que estão satisfazendo a vontade alheia. Geralmente, sem parar, conversar e esclarecer. É curioso, o ser humano parece ser incapaz de compreender seus semelhantes, não importa o quanto tente.
A ambiguidade das palavras contribui, pois, quando as usamos para nos expressar sem cuidado, deixamos a interpretação livre para o ouvinte, que na maioria das vezes irá interpretar de maneira diferente. O problema pode estar na pessoa que fala, que teria dificuldades de se expressar, ou no ouvinte, que teria dificuldades de compreender. De qualquer forma, a compreensão é falha nos dois lados. Pois se um pudesse notar a dificuldade do outro ou ainda expor sua própria dificuldade, este tipo de problema não aconteceria.
Não posso falar muito sobre esse tipo de problema, pois também acabo me distanciando das pessoas sem notar, da mesma maneira que descrevi acima. Me pergunto se algum dia conseguirei resolver este problema comigo primeiro, para então talvez poder ajudar alguém a resolver seus próprios problemas.
1 comment:
Uau. Chega a ser assustador. Se eu te contasse que perdi a inspiração hoje de um post totalmente semelhante? Ia relatar sobre amigos que se afastaram, que perdi o contato, que retomaram o contato e se afastaram de novo... é uma ótima análise, isso.
Eu sou carentona assumida, e quero muito mudar esse fato. Atrapalha muito no meu desenvolvimento psicológico e sempre tento me desapegar das pessoas. Não faz bem, você acaba criando dependência. A amizade fica em segundo plano.
Esse caso que acontece com seu amigo foi muito usual na minha vida toda. Posso dizer que até familiar. Mas é aquilo, com família a gente se entende. Na vida social, por não fazer muito gosto com a sociedade, acabei muitas vezes excluída. E eu era daquele tipo de pessoa que fazia média para agradar um grupo.Depois de ver que nada adiantava, decidi parar. E foi aos poucos.
Eu ia escrever hoje no meu blog sobre uma amiga(ona) que se reaproximou de mim por causa de um vacilo que demos uma com a outra. Ficamos dois anos, praticamente, morando uma perto da outra, sem trocar um telefone, scrap, conversa no MSN... até bloqueada eu fui. Até que em Outubro do ano passado, ela me procurou. Saímos, voltamos às boas antigas, mas hoje, de novo, a sinto distante.
Pode ser neura minha. Aliás, neurótica foi meu apelido por muito tempo. Acho que você sabe disso. O que eu fiz pra combater isso, foi: não cobrando mais das pessoas. É deixar, simplesmente. Fazemos boas ações, como amigos que somos e esperamos ser recompensados... e é claro que esperamos! Não somos de aço, também precisamos de benevolências. No entanto, vendo que a gratidão do outro lado está escassa, o jeito é dar um jeito de superar, aos poucos. Seu amigo tem razão para estar triste, pois perder um amigo não é nada bom. Mas daí, tem de se ver se o conceito de amigo aplica-se a essas pessoas que se afastam dele ou que o excluem deliberadamente. Podem ser, podem não ser. Depende da opinião dele, do sentimento dele.
O ser humano não é esquisito. Ele é ignorante. Em constante evolução. A função da humanidade é aprender. Quem passa por provas de fogo e se recusa a adquirir aprendizado, é porque realmente... tem muitas contas a acertar.
Boa sorte ao seu amigo. Espero que ele possa achar uma boa turma ou reativar o contato com os "amigos".
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